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Caros amigos(as). Com 21 anos de presbítero, dos quais 20 anos atuando diretamente com coroinhas, creio que vale partilhar algumas experiências e perspectivas em relação a esta pastoral.
Atuei em três lugares diferentes com coroinhas: Venâncio Aires – RS: 1989 – 1996; Arroio do Meio – RS: 1997 – 2003 e Matupá – MT: 2004 – 2008.
Venâncio Aires. Esta primeira experiência marcou por ser a formação do Grupo de Coroinhas a qual caminhou para a Pastoral de Coroinhas com equipe de coordenação e assessores de coroinhas. Tudo isto se moldando ano a ano a partir das necessidades e da experiência que vinha sendo feita. Foi uma estruturação básica do trabalho com coroinhas e sua inserção, nem sempre fácil, na caminhada pastoral da Igreja. Surgiram os Encontrões diocesanos de coroinhas e os “Guias de Coroinhas e assessores”.
Arroio do Meio permitiu amadurecer o trabalho com coroinhas e assessores de forma integrada e madura, agora com aceitação nas instâncias “oficiais” da Igreja e nas comunidades.
Matupá permitiu uma experiência missionária com coroinhas, com equipe de coordenação e coroinhas se deslocando para mais de 100 quilômetros de distâncias em chão batido, com pousada nas comunidades e jornadas de três dias. A Pastoral dos Coroinhas não só criou seu espaço de atuação, como encantou a Igreja local.
Primeiramente tenho certeza que Deus conduziu esta missão junto aos pequeninos do seu Reino. Pois havia momentos em que não se sabia o que fazer e nem por onde andar, pois tudo era completamente novo e não poucas vezes parecia ter chegado ao fim. É como você colocar seu barco no rio e não saber para onde vai este rio, mas você vai acompanhando a correnteza.
“Perspectivas do trabalho dos coroinhas para a Igreja atual”
1ª É um trabalho fecundo para formar lideranças desde a adolescência. É uma proposta de formação com conteúdo e metodologia próprios.
2ª É uma maneira prática e eficaz de formar discípulos e missionários de Jesus Cristo em meio à adolescência.
3ª É uma proposta de evangelização que parte das crianças e traz os pais para a vivência cristã. Ela traz para a Igreja a alegria e o encanto das crianças e adolescentes no serviço a Deus.
4ª É uma nova escola de assessores. O trabalho com coroinhas está diretamente vinculado com a eficácia dos assessores. É um discipulado de fato, e o assessor é figura indispensável e fundamental para a caminhada dos coroinhas na Paróquia.
5ª Percebo um desafio em organizar a fase que segue após completar a idade nos coroinhas. Precisa ser pensada e organizada com pedagogia e método próprio, mas é um campo fecundo que não está sendo aproveitado. Trata-se da idade dos 14 aos 17 anos de idade.
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